Assim, com a virtude acumulada de tudo o que tenho feito, libertarei os não-libertados, soltarei os que estão presos, aliviarei os que não têm alívio, e levarei todos os seres vivos ao nirvana. Assim, com a virtude acumulada de tudo o que tenho feito, a dor de todos os seres vivos será totalmente eliminada...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Choro sozinho, sentado à beira do caminho. Cansado, abatido da luta, choro. Enferrujo a minha armadura.
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Mas não me entrego.

4 comentários:

  1. Hoje, na batalha de todos os dias, me acertam onde doi mais, onde a armadura nao cobre, onde escudo e espada nao puderam me defender. Hoje, na batalha de todos os dias, me permito sentir cansaco, angustia, medo, e choro. Hoje, porem, e' quando tenho que ser mais forte. Armadura, escudo, espada, dor, cansaco, angustia, medo, lagrimas, usarei como armas. Chorando sim, sangrando sim, dolorido, cansado, angustiado, e com medo, sim, mas de pe'. Assim o guerreiro da luz segue seu caminho, assim suas botas o guiam, de costas para o horizonte, o rosto e o olhos molhados voltados para o campo de batalha.

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  2. Assim o bodhisattva mantem a sua luta, assim sua espada sera seu guia entre os inimigos na batalha. As batalhas dificeis tambem sao minhas para serem lutadas, os dias ruins tambem sao meus para serem vividos, as lagrimas de angustia, de medo, de cansaco, assim como os sorrisos do dia de ontem, me pertencem da mesma forma. Nao e questao de escolha nem de aceitacao. O guerreiro da luz nao escolhe nem aceita seu inimigo, deve estar pronto pra lutar com ele, pra vence-lo ou ser abatido por ele.

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  3. Enquanto eu tiver a minha espada, enquanto meu escudo me proteger, enquanto houver lagrimas, sorrisos, medo, coragem, angustia, alivio, enquanto os dias forem se sucedendo sobre minha cabeca e sobre o campo de batalha, vou continuar lutando. Um dia chegara em que a espada perdera a fio, o escudo sera quebrado sob o golpe do inimigo, o medo sera tao grande que as lagrimas irao secar, os sorrisos nao terao mais razao de ser. Ai sim, livre, poderei despir minha armadura, vencedor ou derrotado, poderei deixar o campo de batalha, enxugar as lagrimas, e dizer em voz baixa, como num sussurro: combati o bom combate, completei o caminho, guardei a fe'. Um dia, em que serei, em que seremos todos nos, so o po da estrada e a ferrugem na armadura despida, e mais nada.

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