Assim, com a virtude acumulada de tudo o que tenho feito, libertarei os não-libertados, soltarei os que estão presos, aliviarei os que não têm alívio, e levarei todos os seres vivos ao nirvana. Assim, com a virtude acumulada de tudo o que tenho feito, a dor de todos os seres vivos será totalmente eliminada...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tu tens um medo: acabar. Não vês que acabas todo o dia? Que morres no amor, na tristeza, na dúvida, no desejo... Que te renovas todo dia, no amor, na tristeza, na dúvida, no desejo... Que és sempre outro, que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas até não teres medo de morrer. E então serás eterno.
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Não ames como os homens amam: não ames com amor. Ama sem amor, ama sem querer, ama sem sentir. Ama como se fosses outro, como se fosses amar: sem esperar, tão separado do que ama, em ti, que não te inquiete se o amor leva à felicidade, se leva à morte, se leva a algum destino, se te leva e se vai, ele mesmo...
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Não faças de ti um sonho a realizar. Vai, sem caminho marcado. Tu és o de todos os caminhos. Sê apenas uma presença, invisível presença silenciosa. Todas as coisas esperam a luz, sem dizerem que a esperam, sem saberem que existe. Todas as coisas esperarão por ti, sem te falarem, sem lhes falares. Sê o que renuncia altamente: sem tristeza da tua renúncia, sem orgulho da tua renúncia.
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Abre as tuas mãos sobre o infinito e não deixes ficar de ti nem esse último gesto. O que tu viste amargo, doloroso, difícil, o que tu viste inútil, foi o que viram os teus olhos humanos, esquecidos, enganados...
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No momento da tua renúncia, estende sobre a vida os teus olhos e tu verás o que vias: mas tu verás melhor...... e tudo que era efêmero se desfez. E ficaste só tu, que és eterno.
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